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Cidadania Portuguesa por Naturalização
Nacionalidade portuguesa por residência
03/04/2025

Cidadania Portuguesa por Naturalização: Quem Tem Direito e Como Solicitar em 2026

Cidadania portuguesa por residência
A cidadania portuguesa por naturalização é a forma de se tornar português ao viver legalmente no país por um número determinado de anos, em vez de por meio de um ancestral português.

Quem tem direito à cidadania portuguesa por naturalização?

Estrangeiros maiores de idade que residiram legalmente em Portugal pelo período exigido, demonstrem conhecimento da língua e da cultura cívica, além de apresentarem um histórico criminal limpo e não representarem ameaça à segurança, atendem aos critérios atuais e podem se candidatar à nacionalidade portuguesa.

Essas condições são cumulativas, ou seja, todas devem ser cumpridas no momento da solicitação.

A exigência mais subestimada pelos candidatos é a residência. Atualmente, o período é mais longo e contabilizado de forma mais rigorosa do que antes, por isso vale a pena analisar com atenção.

A exigência de residência: sete ou dez anos

O tempo de residência legal em Portugal depende da sua nacionalidade. Desde 2026, há duas faixas de tempo.

Sete anos para nacionais de países lusófonos e da União Europeia

Sete anos de residência legal para cidadãos de países de língua portuguesa e de Estados-membros da União Europeia.

Brasileiros, angolanos, moçambicanos, cabo-verdianos e demais nacionais lusófonos, assim como todos os cidadãos da UE, se enquadram nessa faixa.

Antes de 2026, essa faixa era de cinco anos, então quem iniciar o processo agora deve planejar para um horizonte mais longo.

Dez anos para todos os demais

Dez anos de residência legal para nacionais de todos os outros países. Um cidadão britânico, americano ou indiano sem passaporte lusófono ou da UE se enquadra aqui.

Rota Destinado a Residência exigida Idioma e conhecimentos cívicos Natureza
Ordinária, lusófona ou UE Cidadãos de países lusófonos e Estados-membros da UE 7 anos Sim (isenção de comprovação de idioma para nacionais lusófonos) Naturalização
Ordinária, outros nacionais Todos sem passaporte lusófono ou da UE 10 anos Sim Naturalização
Bisneto Descendente de terceiro grau de cidadão português por origem 5 anos Sim Naturalização

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As três partilham das mesmas condições essenciais: ser maior de idade, possuir antecedentes criminais limpos e sem ameaças à segurança, além de conhecimento sobre civismo e a declaração solene de adesão aos princípios democráticos.

Apenas o período de residência e a isenção de idioma variam entre elas.

O certificado oficial de contagem do tempo de residência é chamado de 'Certidão de Contagem de Tempo de Residência' e é emitido pela AIMA. Você pode solicitá-lo por e-mail, após preencher o formulário 'Modelo 7' e anexar cópias do seu passaporte e do seu Permesso di Soggiorno. Não é obrigatório para o seu processo de cidadania portuguesa, e a AIMA será consultada independentemente de você anexá-lo ou não, embora alguns indivíduos optem por incluí-lo na documentação.

Informações do blog

Proficiência linguística

Você deve comprovar conhecimento suficiente de português, e, a partir de 2026, também de sua cultura, história e símbolos nacionais, por meio de um teste ou certificado.

Para a maioria dos candidatos, isso começa com um exame de proficiência.

O teste CIPLE A2 e o certificado CAPLE

O comprovante padrão de idioma tem sido o CIPLE, o certificado de português de nível inicial A2, oferecido pela CAPLE.

Você se inscreve com um documento de identidade, realiza o exame e recebe um certificado.

Quanto tempo leva para obter o certificado

O certificado é emitido aproximadamente 42 dias úteis após a realização do exame. Por isso, o teste é uma etapa para começar com antecedência, bem antes do planejamento da solicitação, e não em cima da hora.

Se o certificado expira

Os certificados de proficiência da CAPLE são vitalícios, sem data de validade. Uma vez obtido, você o mantém, o que torna a realização do exame antes de qualquer outra etapa uma decisão sem custos adicionais.

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A isenção lusófona

Nacionais nascidos em e portadores da nacionalidade de um país de língua portuguesa não precisam apresentar comprovação de proficiência linguística.

Um requerente brasileiro, por exemplo, é presumido como apto a atender ao requisito linguístico e está isento de apresentar certificado para tal. A lista completa de nacionalidades isentas está disponível na seção de perguntas abaixo.

A isenção abrange apenas o idioma em si. A componente de cultura, história e símbolos nacionais, introduzida pela lei de 2026, é mais recente, e como será comprovada para todos ainda depende de regulamentação.

O que a lei de 2026 acrescentou

A lei de 2026 ampliou o requisito, que passou de apenas idioma para idioma, cultura, história e símbolos nacionais.

O instrumento exato que certificará essa ampliação ainda está em definição. Confirme as provas atualmente aceitas no IRN antes de realizar qualquer exame, e considere o certificado de idioma como a parte que você já pode obter agora.

Conhecimentos cívicos e a declaração solene

É necessário conhecer os direitos e deveres fundamentais da nacionalidade portuguesa, bem como a organização do Estado, e declarar solenemente a adesão aos princípios de um Estado democrático de direito.

A declaração de adesão é uma nova etapa formal. Ela é feita sob compromisso de honra, reafirmando respeito à Constituição, aos valores democráticos e aos direitos fundamentais.

Antecedentes criminais limpos e ausência de ameaça à segurança

Nenhuma condenação a pena efetiva de prisão superior a três anos por crimes graves listados na lei, nem situação de ameaça à segurança ou defesa nacional.

Os crimes listados incluem terrorismo, crime organizado violento e ofensas contra a segurança do Estado.

A barreira dos três anos

A barreira refere-se a condenação definitiva a mais de três anos de prisão efetiva.

Antes de 2026, esse limite era de cinco anos; portanto, a reforma de 2026 reduziu o patamar a partir do qual uma condenação impede a naturalização.

Quais registros criminais são necessários

Registros do seu país de nacionalidade, de Portugal e de todos os países onde tenha residido desde aproximadamente os dezesseis anos.

  • O registro português é geralmente obtido automaticamente pelo serviço quando você autoriza sua consulta no formulário de inscrição. Os registros estrangeiros devem ser coletados e legalizados por você.

Seus documentos devem ser válidos no dia da entrega, ou seja, ainda dentro do prazo de validade e dentro da janela aceitável.


Alguns documentos têm validade curta. Um certificado de antecedentes criminais, por exemplo, costuma ser válido por 90 dias, portanto deve estar dentro desse intervalo no momento da entrega. Outros são aceitos com base na data de emissão. Uma apostila ou documento apostilado é geralmente considerada válida quando emitida nos últimos 180 dias, devendo estar dentro desse período no momento da submissão.


A regra geral: tudo em seu processo deve estar atualizado e dentro do período útil no dia da entrega.


Boa notícia: na maioria dos casos, se tudo estiver válido no momento da entrega, permanece válido durante todo o processo, mesmo que o documento venha a vencer enquanto sua nacionalidade estiver sendo analisada.


Atenção: dependendo do tempo decorrido, o servidor responsável pela análise do seu caso pode solicitar uma cópia atualizada de algum documento. Isso pode acontecer, mas é exceção, não a regra.

Informações do blog

Onde fazer o CIPLE e como aprender português

Você pode realizar o CIPLE em centros credenciados em Portugal e no exterior, e há cursos gratuitos que ajudam tanto a passar na prova quanto a se estabelecer no país.

Para os candidatos que não são isentos, é nesse momento que o requisito linguístico é atendido.

Onde o exame CIPLE é aplicado

O CIPLE é administrado pela CAPLE, e o exame é realizado em centros credenciados em Portugal e, por meio da rede do Instituto Camões, no exterior.

Em Portugal, universidades e escolas de idiomas credenciadas oferecem as provas em todo o país. No exterior, os centros Camões e instituições parceiras realizam os exames, permitindo que você muitas vezes faça a prova sem precisar viajar a Portugal.

O registro é feito com um documento de identidade, e a CAPLE publica a lista atualizada de centros e as datas dos exames.

Confira o site deles para saber onde e quando, já que as provas são agendadas ao longo do ano.

Cursos gratuitos e subsidiados de português

Portugal oferece cursos gratuitos e subsidiados de português para migrantes no âmbito do programa 'Português Língua de Acolhimento'.

Esses cursos são ministrados por meio do instituto de emprego e formação profissional, centros de aprendizagem de adultos 'Qualifica', escolas públicas e programas municipais e de apoio a migrantes.

Eles visam ajudar os migrantes a atingir um nível de proficiência na língua, podendo até mesmo prepará-los para o nível exigido na rota de cidadania.

O escritório local de apoio a migrantes e a rede municipal de centros de integração podem indicar o curso mais próximo. A oferta varia por região, por isso, o centro local é o local ideal para confirmar o que está disponível perto de você.

Por que a integração vai além da prova

Além de passar em um exame, é a língua e os laços locais que tornam os anos de residência vivíveis.

A lei de 2026 dá mais ênfase à integração, incluindo cultura, história e símbolos ao elemento linguístico. Construir uma vida verdadeiramente portuguesa e conexões reais onde você mora não é mais apenas um diferencial nessa rota, mas sim algo central.

Documento ou etapa Apostila ou legalização consular Tradução juramentada Reconhecimento de assinatura Autenticação notarial
Certidão de nascimento estrangeira Sim Sim, se não estiver em português Não Não
Certidão criminal estrangeira Sim Sim, se não estiver em português Não Não
Formulário de inscrição Não Não Sim, presencialmente Não
Procuração, se alguém fizer o pedido por você Sim, se assinada no exterior Sim, se não estiver em português Sim Sim
Documentos portugueses (autorização de residência, certidão criminal portuguesa) Não Não Não Não

Como solicitar a cidadania portuguesa por naturalização

Você pode protocolar pessoalmente em um balcão de nacionalidade, por correio ao registro central ou online por meio de um advogado, e o local onde protocolar afeta a fluidez com que seu processo se inicia.

Esse momento é quando muitos atrasos evitáveis são criados ou contornados.

Onde protocolar

Existem diversos locais para submeter um pedido de naturalização com base em residência. Todos funcionam, embora não sejam equivalentes.

Presencialmente em um Balcão da Nacionalidade ou em uma conservatória

Presencialmente em um 'Balcão da Nacionalidade' ou em um cartório de registro civil ('conservatória do registo civil'). Esses são os balcões destinados a receber e, em muitos casos, gerenciar processos de nacionalidade.

Local onde há um ‘Balcão da Nacionalidade’. Um processo de naturalização pode ser protocolado e decidido em qualquer ‘Balcão da Nacionalidade’, a seção de nacionalidade encontrada em algumas ‘conservatórias’. Nem todos os escritórios possuem um, e protocolar em um que disponha mantém seu caso com uma equipe que lida diretamente com nacionalidade. Confirme a existência da seção no escritório escolhido antes de enviar o processo.

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Em um balcão do CNAIM ou da Loja do Cidadão

Em um balcão do IRN dentro dos centros de apoio ao migrante (CNAIM) em Lisboa e Porto, no Espaço Registos em Areeiro (Lisboa), ou na Loja do Cidadão em Odivelas.

Essas são opções presenciais comuns para pessoas que vivem nas duas maiores cidades.

Por correio ao Registro Central

Por correio, enviando o processo completo para qualquer balcão do Registro de Nacionalidade ou para a Conservatória dos Registos Centrais.

O envio postal funciona de qualquer lugar, inclusive do exterior, desde que o processo esteja completo e a assinatura já esteja reconhecida.

Online por intermédio de advogado ou solicitador

Online, exclusivamente por intermédio de advogado ou solicitador devidamente registado na respetiva ordem profissional em Portugal. O serviço online de nacionalidade não está aberto diretamente aos requerentes, portanto, a via online implica contratar um profissional para realizar o pedido em seu nome.

A questão do balcão e para onde os processos de residência realmente vão

Escolha criteriosamente o ponto de entrega e verifique os grupos atuais antes, pois onde você entrega o processo afeta a fluidez com que ele ingressa no sistema. Essa é a armadilha prática que as comunidades de expatriados mencionam, e ela tem um detalhe específico para a via de residência.

Verifique os grupos do Facebook antes de escolher onde protocolar o pedido. A velocidade do atendimento depende da equipe. As grandes ‘conservatórias’ têm volume e pessoal; as menores podem funcionar com apenas um ‘conservador’, por isso tudo depende da disponibilidade e da carga de trabalho dessa pessoa. Os postos já paralisaram e, às vezes, fecharam quando essa pessoa esteve ausente ou não foi substituída. A comunidade acompanha quais postos estão realmente avançando, então verifique antes de escolher.

Informações do blog

CRC, o maior cartório de Lisboa é o único local que processa todas as vias de nacionalidade portuguesa. Por isso, o volume de trabalho lá é o maior.

Informações do blog

Alguns postos do IRN orientam os requerentes a protocolar o pedido apenas por via postal. Outros aceitam submissões presenciais, mas podem estar sujeitos à marcação de horário pelo SIGAA ou à retirada de senha na fila.

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Por que protocolar em local incorreto faz seu processo ser encaminhado

Um cartório sem balcão de nacionalidade não processa o pedido, ele o encaminha.

Candidatos em grupos do Facebook relatam que um processo protocolado em um local que não lida com nacionalidade é enviado para uma operação central, o que adiciona tempo de tramitação antes mesmo de ser aberto.

Brenda
Brenda
Escritor de conteúdo

Quando solicitei a cidadania portuguesa, escolhi o cartório mais próximo de onde morava, mesmo que outras localidades fossem mais rápidas na época. A ideia era simples: se eu ou o IRN precisássemos de algo, poderia ir diretamente até lá. Nunca precisei esclarecer nada, mas isso ajudou amigos com casos mais complexos a obter orientação e concluir seus processos com sucesso. Onde você faz o pedido depende das suas prioridades.

Qual é o processo de naturalização, passo a passo

Confirme sua elegibilidade e seu tempo de residência, realize os testes com antecedência, reúna e legalize os documentos, pague e protocole, depois acompanhe e responda.

A ordem é importante, pois algumas dessas etapas levam semanas para serem concluídas individualmente.

Etapa 1: confirme sua elegibilidade e seu tempo de residência

Se tiver dúvidas, solicite um atestado oficial de tempo de residência à AIMA para confirmar exatamente quando seu tempo de residência começou.

Isso valida que sua contagem é feita a partir da emissão do seu visto e que você cumpriu sete, dez ou cinco anos.

Ele elimina a principal causa de rejeição na contagem do tempo de residência.

Você deve ter cumprido o período mínimo de residência exigido no momento da solicitação, não depois, nem com base na data em que seu processo será analisado.


No momento em que sua solicitação é protocolada, todos os documentos devem estar válidos, e você já deve atender ao tempo mínimo de residência legal exigido pelo IRN, contado a partir da data de emissão do seu primeiro título de residência. Se faltarem dois dias, você deve aguardar para submeter o pedido.

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Etapa 2: fazer o teste de língua e de conhecimentos cívicos com antecedência

Realize o CIPLE, ou cumpra o requisito de língua e de conhecimentos cívicos, antes de abrir o processo.

O certificado demora semanas para ser emitido, e tê-lo em mãos significa que não é esse o fator que atrasa a sua submissão. Nacionais lusófonos estão dispensados do exame de língua por meio da isenção.

Etapa 3: reúna, legalize e traduza seus documentos

Solicite seus documentos estrangeiros, apostile-os e providencie a tradução.

Organize a certidão de nascimento e o certificado de antecedentes criminais, lembrando que o certificado de antecedentes criminais tem validade limitada, então planeje o momento para que ainda esteja válido na data de entrada do processo.

Etapa 4: pague e protocole

Efetue o pagamento da taxa, assinando o formulário com firma reconhecida, e entregue o processo completo em um balcão de nacionalidade ou por correio.

Escolha onde protocolar levando em consideração os pontos acima.

Etapa 5: obtenha sua senha de processo e acompanhe-o

Você recebe uma senha de processo para acompanhar o andamento no portal do IRN.

Em protocolos presenciais, ela é entregue junto ao recibo de submissão. Por intermédio de advogado, é enviada ao profissional. Às vezes ela chega por e-mail ou carta dias ou semanas depois, o que é normal. Caso não receba nada após cerca de 30 dias, entre em contato com o órgão onde protocolou (embora haja relatos de pessoas que aguardaram até quatro meses para recebê-la).

Etapa 6: responda rapidamente a qualquer solicitação de documentos

Uma solicitação de documentos ('exigência') suspende a análise do seu processo até que você a atenda.

Monitore o portal e responda de forma rápida e completa, pois uma solicitação não respondida pode deixar o processo parado indefinidamente. Essa é a razão mais comum para um processo ficar paralisado.

O que acontece após a aprovação

Assim que a naturalização for concedida e registrada, você poderá solicitar o Cartão de Cidadão português e o passaporte.

A concessão é feita por decisão do Ministro da Justiça, registrada no cartório central. A partir daí, você passa a ter cidadania portuguesa e pode obter os documentos que a comprovam.

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Qual é o cronograma para obtenção da cidadania

A naturalização por residência é atualmente uma das vias mais lentas entre as comuns, com o cronograma de cidadania atualizado para cerca de três a quatro anos, do início do processo à concessão, em 2026.

Não existe um número único, e os prazos legais são muito mais curtos do que os reais, devido ao volume de processos. Ao final, tudo depende do período de sua candidatura e do cumprimento dos requisitos de residência.

Os prazos reais de processamento

Profissionais relatam que a naturalização baseada em residência leva aproximadamente 36 a 48 meses em 2026.

Para efeito de comparação, filhos de pai ou mãe portugueses costumam ser citados como casos de menos de um ano, netos em mais de um ano, e casamentos em algum ponto intermediário. O IRN informou que analisa centenas de milhares de processos simultaneamente, o que explica as longas filas em todas as categorias.

As fases pelas quais seu processo passa

A plataforma do IRN acompanha um processo por quatro fases. A seguir, o que cada uma abrange e o que os candidatos relatam sobre sua duração.

Fase O que está acontecendo Duração relatada (variável, não oficial)
Submetido ('Submetido') O processo entrou em um serviço responsável por nacionalidade, foi registrado, recebeu um número de processo e passou por uma verificação inicial. Em seguida, aguarda na fila para ser distribuído a um técnico. De dias a semanas para a emissão do número, seguido de uma longa espera na fila. Geralmente, a fase mais longa. Atualmente, na situação atual, é possível esperar por um ano ou mais nesta fase.
Em análise ('Em análise') Um técnico verifica os documentos detalhadamente, analisa os requisitos legais, confirma a autenticidade dos certificados e consulta órgãos externos (autoridade migratória (AIMA), polícia criminal, registros criminais, consulados). Solicitações de documentos podem surgir nesta etapa. De meses a mais de dois anos. Apenas a espera por consultas externas pode durar de um a dois anos ou mais.
Para decisão ('Para decisão') A análise é concluída e o processo aguarda a decisão final para concessão ou recusa ('despacho'). Relatado como meses de espera.
Concluído ('Concluído') A concessão é registrada, é criada uma certidão de nascimento portuguesa e você pode solicitar o Cartão de Cidadão e o passaporte. Ou o processo é recusado e arquivado. Após a concessão, o registro em si pode levar de um dia a vários meses.

O que significam as fases na prática

A maior parte da espera é gasta entre a submissão e a decisão, na fila e, em seguida, na análise.

A etapa de consulta externa dentro da análise é a mais problemática. Os candidatos relatam esperar muitos meses, e, em alguns casos, mais de um ano, para que a autoridade migratória ou a verificação da polícia criminal retorne.

Não há prazos por fase que o serviço cumpra de forma confiável, por isso as durações acima são baseadas em experiências relatadas, não em prazos oficiais, e variam amplamente conforme o escritório e a carga dos órgãos externos.

Se um processo ultrapassar 120 dias úteis sem resposta, é possível ingressar com ação judicial para obrigar uma decisão, o que alguns candidatos utilizam quando o caso fica paralisado.

O que suspende o prazo

Uma solicitação de documento ou um encaminhamento para avaliação suspende a análise até que seja resolvido.

O tempo de processamento informado pressupõe um processo limpo. Cada solicitação que você provocar e cada resposta incompleta adicionam tempo de espera, razão pela qual a apresentação de um processo completo e consistente desde o início reduz diretamente o tempo necessário.

É nesse momento que surge a 'exigência'.

A mudança no cômputo do prazo em 2026

A contagem do período de residência agora começa na emissão do visto, não na chegada ou na submissão do pedido.

Considere isso no planejamento. Alguém no grupo lusófono que antes precisava de cinco anos a partir de uma data inicial agora precisa de sete anos a partir do dia em que seu visto foi emitido, o que pode adiar a data de elegibilidade em vários anos.

Os aspectos familiares: seus filhos quando você se naturalizar

Quando você se naturalizar, seus filhos menores podem adquirir a nacionalidade por meio de um processo de declaração; seus filhos adultos geralmente não podem, e uma criança nascida em Portugal durante sua residência pode já ter direito próprio.

Essas três situações confundem quase todas as famílias, por isso vale a pena separá-las claramente.

Seus filhos menores também podem adquirir a nacionalidade, por meio de um processo de declaração

Quando um genitor adquire a nacionalidade portuguesa, seus filhos que ainda forem menores também podem adquiri-la.

Trata-se de um benefício real e muitas vezes negligenciado da naturalização. Vale a pena entender exatamente do que se trata, pois, embora seja mais simples que a naturalização, ainda é um processo formal.

É uma declaração, mas um processo real com documentos e taxa

A via é uma declaração, por isso não exige que a criança resida em Portugal nem inclui teste de idioma, mas é um processo formal, protocolado com documentos e registrado.

Não se trata do mesmo procedimento de naturalização por residência da criança, nem é um acréscimo automático à sua concessão. Os representantes legais protocolam uma declaração em nome da criança, e o serviço analisa e registra o pedido.

A taxa de 200 euros e os documentos necessários

A declaração tem uma taxa de 200 euros e exige um conjunto específico de documentos.

Os documentos são: a certidão de nascimento da criança, a certidão de nascimento portuguesa do genitor que comprove a aquisição da nacionalidade, um documento que comprove a nacionalidade estrangeira da criança e o documento de identidade da criança. As assinaturas dos representantes legais devem ser reconhecidas presencialmente.

Vale destacar que a via de descendência para filho de português de origem é gratuita para menores, pois um naturalizado não é português de origem. Portanto, a declaração para filho de genitor naturalizado é que tem a taxa de 200 euros.

Etapas adicionais para criança maior de dezesseis anos

Se a criança tiver mais de dezesseis anos, também serão necessários certificados de antecedentes criminais e ela deverá atender ao requisito criminal.

Isso significa registros do país de nacionalidade e nascimento, e de todos os países em que a criança tenha residido desde os dezesseis anos, com tradução quando necessário. A mesma barreira se aplica a adultos: nenhuma condenação a pena superior a três anos por crime grave.

Apenas filhos que já eram menores quando você adquiriu a nacionalidade

A via abrange apenas filhos que já existiam e ainda eram menores na data em que você adquiriu a nacionalidade, ou seja, quando a nacionalidade foi concedida (não no momento da submissão).

Uma criança nascida após você se tornar português segue regra diferente, e uma criança que já fosse adulta naquela data é abordada a seguir. Crianças incapazes estão incluídas mesmo que não sejam mais menores.

Seus filhos adultos não podem reivindicar a nacionalidade por meio da sua naturalização

Um filho adulto de genitor que se naturaliza não tem via automática por meio desse genitor.

Isso surpreende muitas pessoas, e a razão vale a pena ser compreendida, pois não é arbitrária.

Por que a via de filhos menores abrange apenas menores

A via de declaração foi criada apenas para filhos menores ou incapazes. Um filho adulto e capaz não se enquadra nela.

Por que a naturalização não é retroativa, ao contrário da nacionalidade de origem

A naturalização tem efeito a partir da data de concessão, ao contrário da nacionalidade de origem, que retroage à data de nascimento.

Um filho de genitor português de origem pode reivindicar a nacionalidade como filho, pois esse genitor é considerado português desde o nascimento, ou seja, a criança nasceu de genitor português.

Um filho de genitor naturalizado nasceu antes de o genitor ser português, por isso essa via não se abre. A diferença entre origem e naturalização é exatamente o que diferencia uma via que abrange filhos adultos de uma que não abrange.

O que um filho adulto pode fazer em vez disso

Um filho adulto deve seguir sua própria via.

Se residir em Portugal, ele pode construir sua própria residência e se naturalizar por direito próprio.

Se houver um ancestral português de origem mais acima na linha familiar, como um avô, uma via de descendência pode estar aberta para ele, o que é abordado no guia sobre cidadania portuguesa por meio de avô.

O que ele não pode fazer é herdar a naturalização do genitor.

Uma criança nascida em Portugal enquanto você é residente, ainda não cidadão

Uma criança nascida em Portugal de pais estrangeiros pode ser portuguesa de origem se um genitor tiver cinco anos de residência legal na data do nascimento, independentemente de esse genitor já ser cidadão ou não.

Portanto, se seu filho nascido em Portugal é português não depende da sua própria cidadania, mas sim da sua residência.

Se você já tiver cinco anos de residência legal na data do nascimento

Com cinco anos de residência legal no momento do nascimento, a criança pode ser portuguesa de origem, por meio de declaração.

A sua naturalização não precisa estar concluída. O direito da criança baseia-se no nascimento em solo português e nos seus cinco anos de residência, pela regra do solo.

Se você ainda não tiver cinco anos

Com menos de cinco anos de residência legal na data do nascimento, a criança não é portuguesa ao nascer.

A via pode se abrir posteriormente, assim que um genitor atingir cinco anos de residência ou a criança completar um ano de escolaridade em Portugal, por meio da naturalização de menores nascidos no país.

Assim, uma criança nascida no início da sua residência não fica sem opção, apenas o caminho chega um pouco mais tarde.

Posso obter cidadania portuguesa por descendência?

Se você tiver um genitor português, um avô português de origem, ou seja, um ancestral qualificador, a descendência pode ser mais rápida e, para genitor ou avô, não exige residência alguma.

Sempre vale a pena verificar a via de descendência antes de investir anos na naturalização por residência.

Para filhos nascidos de genitor português ou netos de avô português, as reivindicações por linhagem sanguínea do exterior, sem residência em Portugal. Apenas a via de bisneto exige residência.

Quais são as mudanças na lei de cidadania em 2026?

A mudança na lei de cidadania de 2026 aumentou o requisito de residência, alterou a forma como é contado, reduziu a barreira criminal, adicionou novas etapas de integração e fechou duas vias.

Para a naturalização por residência, as mudanças são substanciais. Veja-as lado a lado.

O que mudou Antes A partir de 19-05-2026
Residência, nacionais lusófonos e da UE 5 anos 7 anos
Residência, outros nacionais 5 anos 10 anos
Como a residência é contada Algum tempo de espera contabilizado Apenas a partir da emissão do título de residência
Impedimento criminal Condenação igual ou superior a 5 anos Condenação efetiva superior a 3 anos
Etapas de integração Linguagem Linguagem, cultura, história, símbolos, civismo e declaração solene de adesão democrática
Perda de nacionalidade Restrita Restrita
Pais que se naturalizam por meio de filho português Disponível Encerrado
Descendência sefardita Disponível Encerrado para novas candidaturas
Naturalização por ascendência Ampla Limitada a bisnetos

Separadamente, a via de manifestação de interesse para residência encerrou-se no final de 2025, o que altera a forma como muitas pessoas se tornam residentes legais desde o início.

Como a lei foi aprovada

Foi aprovada no Parlamento em 01-04-2026, promulgada em 03-05-2026, publicada em 18-05-2026 e entrou em vigor em 19-05-2026.

A votação contou com 152 votos a favor, 64 contra e uma abstenção, tornando-se a décima primeira alteração à Lei da Nacionalidade e a maior reforma de acesso à cidadania portuguesa em mais de uma década.

Os pedidos já em andamento quando a lei entrou em vigor continuam sob as regras anteriores, aplicadas pelo IRN conforme a data de submissão.

Dicas dos grupos e fóruns de expatriados

As pessoas à sua frente na fila já descobriram o que economiza tempo, e seus conselhos são consistentes. Alguns pontos se repetem com frequência.

  • Obtenha seu certificado de idioma primeiro, pois leva semanas e nunca expira.
  • Solicite o certificado de tempo de residência à autoridade migratória para travar o seu prazo antes de protocolar o pedido.
  • Prepare todos os documentos apostilados e traduzidos, e verifique nomes e datas quanto à consistência em todos eles, pois uma divergência gera solicitação de documentos que pode custar meses.
  • Confirme, por meio dos grupos atuais no Facebook, onde protocolar, e faça o pedido onde houver um balcão de nacionalidade que processe o caso de forma limpa.
  • Mantenha sua senha do processo e acompanhe o portal, pois um processo parado na mesma fase por meses geralmente é apenas o tempo normal de fila, a menos que haja uma solicitação de documento não respondida.
  • Responda rapidamente e de forma completa a qualquer solicitação de documento, pois isso suspende a análise até que você o faça.
  • Faça um orçamento honesto para três a quatro anos, para que a espera seja um plano e não uma surpresa.

Perguntas mais frequentes antes da candidatura

Quantos anos preciso viver em Portugal para solicitar a cidadania?

Sete anos para lusófonos e nacionais da UE, dez para todos os demais, e cinco para bisnetos de cidadão português.

A contagem é feita a partir da emissão do seu título de residência, não da data de chegada.

Quais nacionalidades não precisam fazer o teste de idioma português?

Nacionais nascidos em e portadores da nacionalidade de países cuja língua oficial é o português estão isentos da comprovação de idioma.

São eles: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Guiné Equatorial também tem o português como língua cooficial, de modo que seus nacionais se enquadram no mesmo grupo, embora a presunção possa ser afastada quando o conhecimento do idioma for manifestamente insuficiente. Essa ressalva vale, em princípio, para todo candidato lusófono, mas, na prática, raramente afeta nacionais de países onde o português é a língua cotidiana.

A isenção abrange especificamente o requisito de idioma.

Quanto custa a naturalização e como faço o pagamento?

Geralmente 250 euros para adultos, pagáveis online pelo portal do IRN antes do protocolo, ou presencialmente por cheque, ordem postal ou Multibanco.

Confirme o valor atual no IRN e mantenha o comprovante de pagamento para o processo.

Onde devo protocolar meu pedido?

Em um balcão que processe pedidos de nacionalidade de forma eficiente, e tente verificar nos grupos antes.

Quanto tempo demora a naturalização por residência atualmente?

Comumente, de três a quatro anos de protocolo à concessão em 2026.

A espera é influenciada pelo volume de processos, e uma solicitação de documento suspende o prazo, por isso um processo completo e consistente é a melhor forma de manter o cronograma o mais curto possível.

Se meu filho nascer em Portugal antes de eu obter a cidadania, ele será português?

Pode ser, se um dos pais tiver cinco anos de residência legal no momento do nascimento, independentemente de já ser cidadão.

Com menos de cinco anos, a criança não será portuguesa ao nascer, embora possa haver uma via posterior.

Posso manter minha nacionalidade de origem?

Sim, Portugal permite dupla nacionalidade, então você mantém sua cidadania atual.

Verifique apenas se seu outro país restringe a posse de ambas.

O que realmente significa a cidadania portuguesa por naturalização

A naturalização por residência é a opção para quem vive em Portugal, e, desde 2026, exige mais tempo e o conta de forma mais rigorosa.

Sete anos para lusófonos e nacionais da UE, dez para os demais, cinco para bisnetos, todos contados a partir do dia em que seu título de residência foi emitido.

Os requisitos são extensos, então o processo deve conter todos eles: residência, idioma, conhecimentos cívicos e declaração, além de um histórico limpo. Os documentos devem ser apostilados, traduzidos e assinados com firma reconhecida, e o processo deve ser protocolado completo, pois um pedido incompleto pode resultar em rejeição sumária, sem segunda chance.

O local de protocolo influencia a velocidade com que seu caso é iniciado e andado. Defina suas prioridades, escolha o balcão adequado, pague a taxa online ou presencialmente e acompanhe o processo, respondendo prontamente a qualquer solicitação.

Seus filhos menores podem adquirir a nacionalidade junto com você por meio de um processo declaratório, que exige documentos e taxa, e não requer residência em Portugal.

Seus filhos maiores não podem ser incluídos na sua naturalização, pois ela não retroage como a nacionalidade de origem. E uma criança nascida em Portugal durante sua residência pode já ser portuguesa por origem, se você tiver cinco anos de residência legal no momento do nascimento.

Todo esse processo depende de uma coisa que vem antes de tudo: ser um residente legal de Portugal, e manter essa condição, por anos.

Considerações finais

Obter seu visto, seu número fiscal, sua previdência social, sua conta bancária e seus assuntos em ordem é o que inicia a contagem e mantém o processo em andamento, e esse preparo é exatamente o que nós cuidamos na AnchorLess.

Se você está se mudando para Portugal com a cidadania como objetivo final, converse conosco sobre a residência que torna isso possível.

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